"RECORDAR É VIVER MAIS VEZES AS LEMBRANÇAS"



sábado, 17 de abril de 2010

O Gosto por Antiguidades

O gosto por Antiguidades vem desde as viagens que fazia na companhia de minha Mãe. A bordo de um fusca 1200, de 1962. Minha Mãe confeccionava roupas e revendia a alguns clientes, espalhados pelo interior de Santa Catarina. No Alto Vale do Itajaí, subindo de Blumenau até Lages, sempre passavamos pelo interior, por tifas, como se dizia naquela época. Lembro com clareza as Estufas de Fumo, com tijolos aparentes e arquitetura própria, que só era confundido por Capelas ou Pequenas Igrejas, pela Minha Vó Braulia, que usava ocúlos de lentes fundo de garrafa.
E é até divertido lembrar disto, apesar de não termos mais ela conosco. Descobrimos sua confusão, pois numa destas viagens, percebemos que quando passavamos por uma estufa ela fazia o sinal da Cruz. Gesto que se fazia sempre presente ao avistar alguma imagem ou predio Santo.
Indagada se estava rezando, ela respondeu que havia visto uma Igrejinha. Imaginem só o som das gargalhadas que a acustica daquele fusquinha propiciou.
Nesta andanças pela região agricola, sempre reparava os objetos antigos, não com olhar de Colecionador, mas com de admiração.
Acredito que esta tenha sido a razão mais forte pelo gosto das Antiguidades

"O caráter de um homem é formado pelas pessoas que escolheu para conviver."
Sigmund Freud

Daí por diante, o destino me levou...


Em 2003, Reproduzi um café parecido com um Armazém dos Anos 50/60.
Estava pronto o ARMAZÉM DE SECOS E MOLHADOS, Localizado no Calçadão de Jurerê Internacional, em Florianópolis., tranportava o cliente ao passado, não só pela aparência, mas também pelo cheiro das especiarias que ezalavam seu  maravilhoso perfumer, misturado com o majericão fresco, que a brisa empurrava desde o canteiro da calçada, e ou com o café fresco de grão moido na hora.
E até pelo vapor das panelas a caçarolas de Sopa, rodeadas por bruschetas, queijos e pelas amendoas.
Consigo até sentir o aroma.
Posteriormente tinha também uma Máquina Registradora National de 1949, sobre o balcão, um Baleiro giratório, e um belo Rádio Capelinha, entre outros objetos garimpados por aí a fora.
Ao som de Jazz, Blues e Bossa Nova, a transe de época fluia em cada juizo.
As vezes era mecanico, as vezes natural. Natural como o Canto dos Canários que pareciam agradecer a presença dos clientes, ou ainda pela campanhia do Telefone de parede Ericson de 1952, o qual pertenceu a uma Estação da Rede Ferroviaria do RS.

"Fui um homem afortunado; na vida nada me foi fácil."
Sigmund Freud




Continua outro dia...

( Busca pelo Furgão)...

Um comentário:

  1. Nilson
    imaginei que esse fosse o seu blog na listagem da Marcia e vim aqui conhecer: e qual a minha surpresa : esse quarteto aí tocando música instrumental é do meu marido - o contrabaixista - e neste dia tinha ainda um convidado especial - o meu cunhado saxofonista de Porto Alegre!!! Ficou na lembrança!!!!

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